Resident Evil do jogo ao filme




















Vem o primeiro filme da grande série Resident Evil em 2002, o filme tem origem dos Games Resident Evil Director's Cut da Capcom. Prometendo trazer aos fãns da série uma grande produção cinematográfica envolvendo terror e suspense com as atrizes Milla Jovovich no papel da Alice e Michelle Rodriguez no papel de Rain Ocampo e o produtor Paul W.S. Anderson conhecido por fazer famosos Games se tornarem filmes, como o jogo Mortal Kombat.



A principio todos ficaram eufóricos com a estréia do filme no cinema, logo depois começou a questionar-se como seria o segundo filme da série. Paul Anderson modifica bastante seu enredo em relação ao jogo, trocando seus personagens principais e colocando tecnologias mais avançadas no subsolo da mansão Spencer. Como uma menina computadorizada que não calcula possibilidades do vírus não sair, assim querendo matar todos os infectados, uma vez que a vacina está ali próximo. Coloca o nome do subsolo da Umbrella Corporation como Colméia. Assim deixando muitos fãns da série muito irritados.


Estes vídeos mostram a adaptação feita por Paul W.S. Anderson do jogo para o filme

Resident Evil do jogo ao Filme parte 1 e 2



PARTE 1: http://www.youtube.com/watch?v=Eg_7QT2j7sY


PARTE 2: http://www.youtube.com/watch?v=n6RCCzXYVbE

Entrevista dos compositores da trilha sonora do filme Resident Evil O Hóspede Maldito e mais o produtor Paul W.S. Anderson



Paul W.S. Anderson
-Sou um grande fã dos primeiros filmes de John Carpenter. 'Assalt on Precinct 13, Halloween, The Fog e das trilhas sonoras que esses filmes tinham. Elas eram trilhas bem agressivas, intensas com uma base eletrônica. Não se pareciam em nada com as usuais trilhas com orquestras. O que queríamos era algo assim. Com um pouco dos primeiros Carpenter, mas feito no século XXI. Certamente precisávamos de algo diferente do modo usual de se fazer uma trilha. Foi por isso que tivemos a idéia de juntar Marco Beltrami e Marilyn Manson. Achei que um complementaria o outro e que poderia dar certo. Quando falávamos nisso todos diziam:''Estão loucos. Não vai funcionar. Nunca vão conseguir os dois''. Mas eu era um grande fã de Marco por causa dos filmes 'Scream e Mimic', que tem uma trilha fantástica.

Marco Beltrami (compositor)
-Fico apavorado com filmes de terror. O primeiro filme do gênero que vi foi 'Scream'. Uma coisa que combina bem com filmes de suspense e de terror o que combina bem com eles, é a exploração de timbres diferentes, timbres de orquestra e técnicas musicais do século XX das quais sou um grande fã. Acho que é por isso que esse tipo de gênero tem funcionado.

Marilyn Manson (compositor)
-Sempre que componho para meus albúns sempre uso algum tipo de imagem ou cena, sempre crio um conceito para o disco antes de começar. Por isso, sempre sonhei ser capaz de compor música para uma imagem porque não acho que se possa ter uma sem a outra. Assim, eu queria pegar o que faço com o rock e transformar em trilhas, mas sem compor canções de rock. Queria experimentar fazer isso de forma bem diversa da música que sempre faço com minha banda. Mas, ainda assim, emocionante. Por isso, a trilha tem vários elementos de guitarra pesada, mas também muita coisa melódica e texturas sonoras bem específicas que tentam realçar a cena. Havia três elementos que percebi desde o começo do filme que quis encorporar em tudo que fizesse. Um deles era um toque infantil ligada a Alice in Wonderland ( Alice no país das maravilhas), por causa da Red Queen (Rainha Vermelha). Outro era uma frieza extrema e a sensação biológica. O outro tinha um quê do elemento militar facista com soldados. Fiz um tema para a Red Queen assim, quando ela é apresentanda há uma melodia de valsa bem infantiu. E depois, quando ela aparece mais tarde e começa a contar a ele que eles estão encrencados, esta é a razão para o tema voltar diferente, de um jeito mais ameaçador. Sou um grande fã de música infantil e minha inspiração para a melodia do tema principal se baseou bastante em pensar em Alice in Wonderland colocada neste terrível mundo de decadência e guerra biológica.

Paul W.S. Anderson
-O Filme tem um feeling(sentimento) muito morderno. Foi editado e iluminado de forma extrema. O jeito de descrevê-lo é chamá-lo de bem moderno. É bastante frio, e precisava de um som moderno para acompanhar.

Marilyn Manson (compositor)
-Acho que as cenas de ação são as mais emocionantes. Aquelas guitarra de Metal tão rígidas e eletrônicas. Não poderiam ser tocadas por uma banda de rock'n'roll. São completamente eletrônicas, frias, sem emoção e, apenas, violentas.

Paul W.S. Anderson
-Por serem eletrônicas, passam o tipo de crueldade e trabalho pesado associados aos zumbis, que ficam indo e vindo. A música fica indo e voltando, sem mudar.

Marco Beltrami (compositor)
-A primeira vez que fui ao estúdio dele e vi o que ele fazia, os sons que criava sabia que ele estava seguindo mais o ponto de vista de trilha do que da composição de canções.

Marilyn Manson (compositor)
-Eu notava, ao ir ao estúdio dele que ele escreve na pauta musical de forma tradicional. As minhas parece desenho, são mais descrição e formato. Só escrevo as notas. Ré, Mi, Fá e Rá.
Às vezes, crio minhas próprias notas. Não sigo os moldes tradicionais porque nunca estudei isso.

Marco Beltrami (compositor)
-Tradicionalmente, primeiro abordo o filme de maneira melódica e penso nos temas que poderiam ser encaixados. Quando encontrei o Manson, ele também trabalhava com temas, mas baseados de forma sônica e textual.

Paul W.S. Anderson
-Ao começar a trabalhar com Manson, foi como encontrar um designer de som em vez de um compositor. A primeira coisa que me mostrou foram 10 barulhos, praticamente, como um relógio quebrado sabe, esse tipo de som estranho. Eu disse: ''Gosto disso e disso, não gosto disso''. Depois ele saía e trabalhava esses detalhes textuais em um canal.

Marilyn Manson (compositor)
-Não compreendia que o compositor ou a pessoa responsável pela música não tinha permissão, eu acho, ou não deveria, também criar outros sons, ambientes e coisas do gênero, pois eu sentia, por causa de meu passado e de como faço música que é essa uma parte bem importante do trabalho. Lynch é um bom exemplo, nos filmes dele os zumbido e coisas do gênero que usa com frequência em 'The Elephant Man' ou ' Blue Velvet. Coisas assim. São bastante essenciais ao filme. Bastante essenciais à forma que trabalho.

Marco Beltrami (compositor)
-Por exemplo, se Milla anda num corredor vazio, você quer tocar o som ambiente, mostrar o que é que é assustador, e também pode ser um tipo de efeito sonoro ou alguma coisa musical que fica próxima da representação sonora daquilo.

Marilyn Manson (compositor)
- Ao longo dos anos, acho que fui capaz de concretizar e ter uma queda para descobrir quais notas e quais melodias criam mais tipos de atmosfera. E também sou um grande fã de como afetam as pessoas, como quando um cachorro escuta algo que não podemos.

Paul W.S Anderson
-Nosso editor, Alex, tem um lindo poodle miniatura que fica sentado a seus pés, devotadamente. Trabalhávamos direto, 16 horas por dia. Ele ficava lá. Calmo, quieto, um poodle adorável. Às vezes, ele se sentava e o encarava desse jeito. Então, um dia, o cachorro ficou doido. Ficou correndo, uivando, tentando sair pela janela. Nós dissemos: ''O que houve com ele(interrogação) O que ele comeu(interrogação) ''. Percebemos que estavamos tocando a música do Manson. Tinha alguma coisa na música que deixava o cachorro totalmente louco. Achei que era um desses sons em alta frequência que ele ameaçou pôr no filme para perturbar todo mundo.

Marilyn Manson (compositor)
-Existem coisas semelhantes que podem ser feitas com pessoas e, às vezes, elas não sabem porque se sentem de certa forma quando escutam minha música. E se causar algum tipo de problema intestinal também poderia ser culpa minha.

Paul W.S Anderson
-Acabou ficando bem melhor do que achei que ficaria. Acho que o que há de original é que parece ser música fonte. Parece música que pegamos dos albúns das pessoas, mas que se encaixa perfeitamente no filme então, funciona como trilha, mas parece ser uma fonte. Começamos a chamar de ''trilha-fonte''.

Marilyn Manson (compositor)
- Gostei tanto de fazer a trilha que deve assustar minha banda porque é algo que nasceu mais naturalmente em mim mesmo eu não sendo um músico com treinamente clássico. Eu abordo de uma forma infantil e apenas faço as coisas do jeito que parece melhor e se me assusta ou me faz sentir de uma certa maneira, então deu certo.

Entrevista do DVD - Resident Evil O Hóspede Maldito


Paul W.S. Anderson


Numa das primeiras versões do roteiro eu tinha o final do filme como ele foi lançado. Mas quando íamos começar a filmar, duas coisas foram contra aquele final. Uma questão era o orçamento. Era considerado muito caro filmar uma grande cidade devastada. A outra coisa é que foi considerado muito depressivo 'OS MORTOS ANDAM!', ver a cidade lotada de mortos-vivos. Aí, escrevi e filmamos um final totalmente diferente que é mais feliz, e se passa seis meses depois no incidente na The Hive (Colméia). Milla está usando outro figurino e ela virou uma vingadora impressionante que esta perseguindo a Corporação Umbrella e buscando Matt, que foi levado e sofreu mutação. E ela vai em busca dele, ela entra no quartel-general da Umbrella.

Alice(Milla Jovovich) - final excluído

-Já se passaram seis meses desde The Hive (Colméia). Eu saí, mas Matt não. Sei que ele continua preso. Sendo cobaia, sendo estudado. Nunca desisti. Nunca deixei de procurar. (Alice)

-Posso ajudá-la?(recepcionista da Umbrella)


-Espero que sim. (Alice)

Paul W.S. Anderson

A idéia era ter o míssil indo na direção da câmera e meio que congelar, daí a frente do míssil se abre e você veria vários pequenos mísseis dentro que iriam atrás de cada alvo individual. Depois voltamos ao tempo real e os mísseis eram lançados. E matavam todos eles. Era um final bem legal. Mas era uma coisa menor, e era bem mais pra cima por que era um final típico de filme de ação, com ela vencendo. Mas quer saber? Nós assistimos e nunca parecia bom. Nunca.....O final era conveniente demais.
Era como se a ação fosse começar e o o que você realmente queria ver era uma grande luta ou algo mas então, de repente, o filme parava. Eu acho, quando se escreve roteiros você escreve um final por um motivo. Por que parece certo. Isso acontece com frequência. Você pega e muda e não importa o que mude, nunca fica bom até que, finalmente, você volta ao começo. Foi o que fizemos. Algo arriscado porque o final era bem depressivo. Todos estão mortos. E tem uma garota sózinha na cidade dos mortos-vivos. Eu adoro, por que para mim lembra bastante filmes dos anos setenta que adoro.
Era comum acabar filmes assim nos anos setenta. Era ótimo.
Costumava haver finais amargos e lúgubres. Como o 'Planet of the Apes' original com Charlton Haston. Final Fantástico. Bem depressivo. O fim de 'Omega Man', por exemplo. As pessoas gostavam desses finais nos anos setenta e este é um filme bastante influenciado por filmes dos anos 70. Acho certo termos voltado ao final lúgubre. Para mim, funciona bem.